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O que toda mãe deve saber sobre dinheiro?

Segunda, 06 Agosto 2012 20:04

A capacidade de gerar renda normalmente está ligada ao trabalho e ao mundo externo. Simbolicamente falando, conseguir dinheiro está conectado ao universo masculino, que vai “à caça”. Com o crescimento do mercado de trabalho, as mulheres passaram “a ir à caça” também. O desafio da mulher moderna é conciliar sua capacidade de produzir rendimentos, sem perder sua feminilidade e sua habilidade de aconchegar e nutrir emocionalmente sua prole. É possível integrar esse papeis desde que tenhamos clareza de nossos limites e possamos cuidar de nossas necessidades.

Nós, mulheres, antes de sermos mães, fomos filhas. Por isso, antes de educarmos nossos filhos é importante pararmos pra refletir sobre o que nos foi ensinado, por nossos pais e outros, sobre dinheiro. Aprendemos a gerar nosso dinheiro, construindo uma carreira sólida ou a ficar dependendo de alguém para nos manter financeiramente?

O dinheiro tem um significado simbólico que precisa ser entendido para poder ser bem manejado. Em nossa sociedade, ele é símbolo de status, poder, segurança e liberdade. E, também está associado, equivocadamente, a afeto. O sistema nos ensina a materializar as relações afetivas e por conta disso crescemos misturando dinheiro com amor. Você já se percebeu querendo demonstrar seu profundo bem querer por alguém - especialmente aos filhos - comprando presentes caros que, muitas vezes, não cabiam no seu orçamento?

Quantas de nós, desde a infância, foi ensinada a cuidar do outro e se preocupar com quem estava por perto? Ceder, ver o lado alheio e tentar minimizar seu sofrimento são comportamentos bem femininos. Com isso, muitas de nós aprenderam e se tornaram especialistas em agradar o outro! E, ainda, foram também incentivadas a serem doadoras e, por vezes, a se colocarem em último lugar! Assim, é muito comum vermos mulheres comprando muitas coisas para a casa, o marido e os filhos, por vezes, tentando suprir sua falta de tempo ou paciência com a família. As mães, que têm uma atividade profissional intensa e por isso precisam se ausentar em muitos momentos de seus rebentos, precisam trabalhar sua culpa por não estarem por perto como gostariam. O consumo de bens materiais pode criar uma ilusão de alívio, momentâneo, desse mal-estar, porém, esse mecanismo pode detonar o orçamento.

Filhos trazem muita alegria, mas também despesas. Se os pais não puderam fazer um planejamento e uma preparação para a chegada deles, é importante organizar as finanças o mais breve possível. Será que os filhos pesam no orçamento? Ou o que pesa é a má gestão financeira do mesmo, que é responsabilidade dos pais?

Aprenda a inovar, ensine seus filhos a reciclar. Quantas crianças desprezam brinquedos sofisticados?  Estimule-os, desde cedo, a reaproveitar objetos e transformar seus brinquedos e outros utensílios em coisas divertidas. Experimente fazer um círculo de trocas entre amigos e parentes. Crianças precisam de estímulos novos e enjoam facilmente dos brinquedos que têm. Aproveite cada oportunidade para ensinar e evitar o desperdício. Isso ajuda as crianças a valorizarem o que têm.

Para toda e qualquer mulher é importante assumir a responsabilidade de planejar o seu futuro financeiro e realizá-lo. Construa uma boa carteira de investimentos para sua aposentadoria e crie condições para o seu filho um dia também poder fazer a dele. É muito triste vermos idosos sem condições de se manter financeiramente, tendo que viver às custas dos filhos. Imagine se você, hoje, além de sustentar seus dependentes, também precisasse sustentar seus pais? Não seria pesado?

Para as finanças, vale a mesma regra dos aviões: “primeiro coloque a máscara de oxigênio em você, depois na criança que estiver ao seu lado”. Se você cuidar da criança primeiro e com isso faltar oxigênio pra você, como a criança poderá lhe socorrer depois? Uma criança não tem condições de cuidar de ninguém. Essa é uma inversão de papéis injusta.

É delicado falar sobre o que é melhor para ser deixado aos filhos. Isso depende dos valores de cada indivíduo e família. bons presentes podem ser nosso profundo amor e apoio incondicional, bem como uma educação consistente, capaz de prepará-los para a vida, além da ousadia de criarem seu próprio caminho. Se nossos filhos forem donos de uma boa autoestima, regada de bons valores e boa cultura, crescer e conseguir gerar fortuna é apenas uma questão de tempo.

Se pudermos educar nossos filhos em todos os aspectos, inclusive financeiramente, estaremos não só contribuindo para eles terem um futuro promissor e uma vida provavelmente melhor do que a nossa, mas também estaremos colaborando para a evolução da humanidade, em que as pessoas estarão praticando o consumo consciente, com boas escolhas e engajamento social na melhoria do planeta.


Autor: Angélica Rodrigues Santos