• +55 (61) 3345.0477 / +55 (61) 98178.8117 (WhatsApp)

Artigos

Relacionamento com dinheiro é uma herança

Sexta, 03 Fevereiro 2012 19:27

Os modelos de relacionamento das famílias com dinheiro é uma herança. Tendem a se repetir, por isso quando não são positivos devem ser reavaliados e redirecionados.

O modo que uma pessoa se relaciona com o dinheiro não está vinculado ao seu nível de intelectualidade ou escolaridade. Na maioria das vezes está associado à natural tendência do cérebro de buscar prazer imediato, independente das consequências.

É importante ter consciência desse movimento sempre e, mais atentamente, quando é traduzido em gastos desnecessários que geram perdas e frustrações ao invés da felicidade com a aquisição pretendida. Essas perdas são detectadas a partir da clara percepção de que há mais dias no mês do que o salário suporta, passando por ansiedades e insatisfações que geram problemas de saúde, desagregação familiar e outras situações indesejadas.

Um pai e uma mãe que buscam compensar os desgostos no trabalho e na relação familiar com compras sem limite, apresentam um comportamento que se assemelha aquele que come demais, bebe em excesso ou droga-se. Não é difícil encontrar indivíduos que tem, com o dinheiro, esse relacionamento. Apesar de permitir pequenos e passageiros prazeres esse hábito não permite investimentos que garantam a satisfação de adquirir um bem de maior significado e valor para todos.

Famílias que fazem dívidas, postergam pagamentos, caem no conto dos parcelamentos "sem juros" e não investem empobrecem por várias gerações. Este relacionamento de má qualidade com o dinheiro, de forma geral, as faz perderem 30% do orçamento familiar mensal pagando juros. E isso é herdado ou ensinado aos filhos, mesmo que somente pela linguagem não verbal, fazendo com que esse processo sobreviva por gerações. Contudo, pode ser reorientados.

Pais que se preocupam em cultivar a educação financeira e encontram soluções para seus problemas, livrando-se do gastar sem pensar, vivem melhor. Eles enriquecem porque desenvolvem a capacidade de fazer trocas, tanto financeiras, quanto afetivas e de conhecimento, as quais geram uma verdadeira roda da fortuna. Elas optam pela relação onde todos ganham e usufruem do direito de enriquecer, que todos têm, sem agredir a si próprios ou à sociedade.

Assim, naturalmente, transmitem esse bom relacionamento com o dinheiro aos filhos. Com isso aprendem a se diferenciar, a encontrar soluções inovadoras e saudáveis diante de situações que a vida apresentar. E este pode ser um dos melhores ensinamentos que os pais podem passar aos filhos.

Autor: Rogério Olegário do Carmo