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Como usar a mesada para educação financeira dos filhos

Segunda, 16 Janeiro 2017 10:33
Mesada pode ajudar na educação financeira das crianças. Mesada pode ajudar na educação financeira das crianças. Internet

                Quando o assunto é finanças muita gente ainda tem dúvidas de quando começar a ensinar os filhos a lidarem com o dinheiro. A maioria dos pais começa cedo, e dá aos filhos mesada em troca da realização das atividades de casa ou de notas boas na escola. Mas segundo o planejador financeiro André Gustavo Fröhlich, da Libratta Finanças Pessoais, “a mesada deve ter um caráter muito mais educativo que propriamente financeiro, porque é uma das formas que os pais têm de ensinar aos pequenos como lidar com o dinheiro sem terem complicações na vida adulta. Dar dinheiro por dar, pode prejudicar mais do que ajudar, precisa fazer sentido”.

                Para que a mesada tenha realmente um significado para os pequenos a primeira questão que precisa ser esclarecida é sobre a obrigatoriedade dela. “Somente dê mesada se o orçamento da família comportar. Se o objetivo é ensinar a lidar com dinheiro, vai ser incoerente você dar algo que fará falta depois”, alerta André.

                Outra questão importante é o valor: ele precisa ser adequando a realidade do mundo dos pequenos. “Geralmente o valor que eles conseguem administrar é menor do que nós adultos pensamos. Identifique o preço das coisas que a criança costumeiramente faz em sua faixa etária e mantenha o valor da mesada nesse patamar”, explica o especialista. E mais: o ideal é não vincular a mesada a atividades que já fazem parte da rotina das crianças. A eles deve ser ensinado a importância de realizá-las independentemente de recompensa em dinheiro. Caso contrário, as crianças entenderão que tudo na vida precisa haver uma compensação financeira.

                Quando começar a dar mesada?

                Segundo o planejador financeiro, André Gustavo, antes mesmo de começar a ganhar mesada, é preciso ensinar às crianças as diferenças entre preço e o valor das coisas, e não somente ser educados sobre os valores monetários das coisas. “Isso pode ser feito através das atividades do nosso dia a dia, como por exemplo, identificar a diferença de cores, tamanhos, formas, qualidade de produtos, para que sejam capazes de distinguir se algo está caro ou barato”, explica.

                Outra possibilidade é: quando os filhos são mais novos por volta dos 10 anos, os pais podem optar por dar semanada ou quinzenada ao invés de dar mesada. “A noção de tempo nessa idade ainda está se formando, e um mês pode ser uma medida de tempo abstrata e mais difícil de absorver aos pequenos. Aos poucos esse prazo pode ser estendido”.  Outra dica importante é variar o valor de pagamento para que as crianças possam se acostumar com valores e situações de ganho variáveis. “Em ele optando por uma carreira autônoma ou em abrir um negócio próprio ele estará mais adaptado às oscilações de renda que este tipo de negócio está sujeito”, completa André.

                Mesada na adolescência

                Na adolescência a mesada pode ser usada para incluir, além das pequenas atividades como cinema, parque e sorvete, outras obrigações como o valor do curso de inglês, natação, mensalidade da escola, entre outros... “É fundamental repassar algumas responsabilidades para que eles administrem o universo deles e se acostumem com o que a vida adulta nos reserva. Os pais devem acompanhar de perto no início, orientando e corrigindo possíveis erros. Aos poucos se afaste e mantenha o monitoramento à distância. Assim fará com que ele tenha mais chances de ser um adulto bem-sucedido financeiramente, pois é melhor quebrar aos 16 anos do que aos 50,” explica André. “Com essas atitudes, seus filhos e os filhos dos seus filhos poderão ter um futuro muito mais equilibrado, feliz e próspero”, finaliza o planejador financeiro pessoal.